Quando o Rascunho Vira Arte Final

Lembro que no primeiro ano da faculdade, a professora de Semiótica da época estava falando sobre rascunho e arte final. Ela havia comentado uma coisa muito interessante: o rascunho tem um “frescor”, e, a arte final, depois do processo do rascunho, depois de ser passada a limpo e tals, poderia perder esse frescor e virar algo…“duro”. Será?

Não é regra, não. Porém, eu já havia notado isso comigo, mexe no “frescor”. Mas, ouvir de alguém mais experiente é muito bom!

“Recomeços 3”| Camila Lagoeiro
Lápis de cor sobre papel scrapbook

Às vezes acontece de a gente olhar pra folha de papel em branco ou para a tela, já ver na mente as linhas da arte que vai surgir, e não precisar de rascunho algum. Aí é só contornar os meridianos. Isso acontece, hein… Às vezes, devido a experiência, a gente acaba não ‘necessitando’ do rascunho. O corpo já está acostumado e a coordenação motora já está bem conectada com a ideia na hora. Obviamente, não estou dizendo para se deixar fazer rascunhos; porque, pra fazer algo sem rascunho, tem de se estar com muita segurança!!! Estou apenas tirando a culpa dos criadores que não fizeram rascunhos em algum trabalho, ou não o fazem no geral (rsrsrs). Entretanto, planejar, arquitetar, analisar prós e contras também é essencial, e não demonstra falta de conexão, não. Cada artista e criador têm seu método de execução.

Eu faço trabalhos com e sem rascunhos, depende da energia que estou sentindo no momento. Mas gosto muito da soltura da arte mais “impensada”, ir direto pra superfície final.

Nessa arte aí acima que fiz, foi totalmente sem rascunho. Direto no papel. Preto e branco – diferente pra mim, que sempre opto pelas cores. Foi o que o momento pedia. E obedeci! Penso que isso sirva para a vida também. Planejar algo a falar, uma atitude a tomar, ou deixar a energia guiar situação, “sem rascunhar”. Mas com segurança!

Até a próxima!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *