Vênus, Energia Yin e Conexão

“O que está fora, está também dentro, e tudo está conectado. Tudo é amor profundo por si mesma. O amor por si mesma e o amor pela vida são os mesmos, apenas estão disfarçados de elementos separados.”

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“Vênus”
Camila Lagoeiro | 60x90cm | Pintura Digital

Foi isso o que me veio à cabeça quando idealizei a pintura “Vênus”. Essas frases me surgiram através das cores rosa, azul e verde, que apareceram dançando no meu campo de visão quando eu estava acordando. Elas foram sentidas e filtradas pelo meu coração, que por sua vez, chegaram ao meu campo mental, e assim, consegui colocar em palavras.

O sujeito apareceu feminino, e pintei o elemento central da arte como sendo uma mulher. Todos nós, homens e mulheres, possuímos em algumas porções as duas energias, masculina (yang) e feminina (yin). Exemplo: o ato de ir à luta para alcançar um objetivo, a força física ou mental, a voracidade, dentre outras similares, são energias de polaridade masculina. Eu costumo pensar que o Yang é tudo o que lembra a cor vermelha. Já o cuidado, a sensibilidade, a aceitação, a intuição, a calmaria, etc., são exemplos de energias de polaridade feminina, que pra mim é tudo o que lembra a cor azul. A mulher na pintura representa a polaridade Yin.

Assim, viajando por entre as veredas da minha energia feminina, entrei em contato com os elementos da natureza: Terra, água, ar, fogo, e éter (o elemento sutil que forma todas as coisas, prana). E percebi que temos todos esses elementos dentro de nós:

  • a terra: base, que pode ser ‘traduzida’ como nosso corpo físico e a energia de concretude, de solidificar as coisas, dar firmamento a ideias, projetos, etc;
  • a água: os líquidos do corpo e a fluidez. A energia que representa a fluidez em nós são os sentimentos;
  • o fogo: o calor, temperatura corporal, vivacidade, agressividade (boa ou ruim), força de vontade;
  • o ar, o que é leve: os sopros e os pensamentos;
  • e por fim, o éter, onde o prana pode se encaixar. Leonard Orr define o éter como o amor e/ou a vibração das entoações dos mantras. Pra mim, esses 3 se encaixam (há várias definições sobre o éter, e as gnósticas são bem interessantes – recomendo! Aqui no texto quero uma compreensão mais simples).

A medicina chinesa fala muito sobre esse fenômeno, e perceber isso é mágico! E o ato de entrar em contato consigo mesmo, nas profundezas do interior, são características da polaridade Yin, feminina.

Agora, mudando totalmente assunto, mas ao mesmo tempo, estando totalmente no assunto, tenho que citar algo. Fernando Salazar Banõl, no livro A Face Oculta do Rock, disse algo que lembro quase todos os dias: “Existe um fenômeno físico na natureza das vibrações. Estamos falando do efeito que se produz ao executar uma nota ao piano, por exemplo, estando a guitarra não muito longe, veremos que vibrará a mesma nota sem que ninguém toque. Isso se chama Vibração por Simpatia. O mesmo ocorre com o homem, é o que nos faz vibrar com uma pessoa que nos cai bem, assim acontece porque estamos conectados pelo mesmo tipo de nota musical.”

Assim, tudo o que temos dentro de nós, existe fora; ou tudo o que existe fora, temos dentro de nós. Temos as mesmas “notas musicais” que os elementos da natureza, e estamos conectadas por elas. E a vibração por simpatia ocorre no nosso espaço e também com os seres humanos. Logo, se o nosso fogo, por exemplo, está desequilibrado, o que acontece? Atraímos situações de fogo desequilibrado, pois, estamos nessa mesma frequência vibratória. Se nossa energia interna de vivacidade ultrapassou os níveis de vida harmoniosa, chagando a ferocidade que fere e machuca ao invés de desenvolver, o que recebemos de volta da natureza é o mesmo desequilíbrio: pode então ocorrer alguma situação de atitude feroz simbolizando o fogo, ou até o mesmo, acontecer de queimar o dedo com palito de fósforo. Ou algum choque, colisão, leves ou fracos, dependendo da intensidade e do tempo do sentir. E o mesmo ocorre com os outros elementos.

Quando eu pintei a “Vênus” eu busquei representar tudo isso, e mais um pouco: estando em harmonia com os elementos da natureza internos, abraçando-os num sorriso de felicidade, o que o ‘fora’ nos traz em troca é um céu limpo e colorido, em nuances de satisfação plena. E, de novo, qual polaridade de nossas energias é capaz de ficar atenta a esses acontecimentos, prestar atenção aos sentimentos, às conexões e aceitar a natureza dos fatos? A Yin, feminina! E, de novo, todos temos a energia yin em alguma porção dentro de nós.

Assim, que tal nós, homens e mulheres, prestarmos atenção às nossas energias femininas? É um ótimo exercício de autoconhecimento e entendimento de situações. Mulheres que trabalham sua energia são mais conectadas consigo mesmas, e mais intuitivas, percebendo até o que as alterações do corpo estão querendo revelar de fato. Homens que trabalham o Yin são também mais conectados, intuitivos, e ainda por cima, atraem mais as mulheres, por compreenderem este lado ‘misterioso’ da natureza humana. Fiquemos atentos!

Até a próxima!

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