Sobre Intuição e Questões que Martelam na Nossa Cabeça

Uma coisa que eu acho importante expor é a seguinte: quando temos algo em mente, há muito tempo, sem explicação alguma, e essa coisa fica por anos e anos martelando na nossa cabeça, nós temos que ir atrás. Mesmo que as pessoas insistam em dizer que é loucura, utopia, perda de tempo, tem que ir atrás. Tem que pesquisar, se informar, e seguir em frente. Aquilo que martela na sua cabeça não te incomoda à toa: há um motivo muito especial. E com mais de 90% de chances de ser muito elevado, e de benefício não só a vc, mas a todos. Por isso eu estudo imortalidade física (de novo, antes que me critiquem: refere-se a escolher a data e a duração de sua vida, não necessariamente ser super-herói) e estou atrás da cura da diabetes tipo 1. Sim, estou.

Eu fui diagnosticada com diabetes tipo 1 há 17 anos, e, por mais que a comunidade médica me dissesse inúmeras vezes que não tem cura, eu insisti que sim, a cura existe. Algo em mim me dizia para insistir. Não que eu estivesse desafiando autoridades; afinal, eles estudaram por anos para salvar vidas, e eu não. Entretanto, eu é que apresentava sintomas, eu é que sentia o desconforto; percebia que algo tinha de ser feito. E fui atrás.

Arrumei discordâncias com vários profissionais, e tive o apoio de poucos, mas esses poucos, muito amorosos e dotados de uma boa espiritualidade. Essas discordâncias se intensificaram quando me tornei vegetariana há 5 anos atrás, e mais ainda quando me tornei vegana crudívora (90% de alimentos crus; fiz acompanhamento médico-natural e nutricional), há 1 ano e 4 meses. Imagine o tanto que ouvi da comunidade médica convencional sobre proteínas, sistema imunológico, risco de anemia, etc, etc.

Em 2010 eu fui com minha família para Atibaia, pois eu estava expondo um trabalho no Museu Olho Latino. Meu pai dirigia, e dirige super bem, de modo constante e controlado, como um desenho feito com lápis alemão bem apontado. Na volta para Campinas, na estrada, eu no banco de atrás entrei em estado meditativo. Senti meu corpo subindo, muito alto. Vi milhares de estrelas, galáxias, e todos os planetas e seres do Universo, que não tinham fim! Senti-me extremamente leve, de corpo muito sutil. Eu era um ser individualizado, mas, ao mesmo tempo, estava grudada com mais alguns elementos sutis. E tinha alguém fora desse “grude”, que me dizia: “Você não tem diabetes!”. Foi um momento único.

Eu pensei: “É claro que eu não tenho, meu corpo tá lá em baixo, aqui nesse nível eu não terei nada mesmo”. Fiquei ali por um tempo, apreciando, vendo as estrelas, e tentando entender quem era aquele ser do meu lado. Parecia Deus, mas, não era. Era um estado não visto aqui na Terra: não havia dualidade, não havia o “isto ou aquilo”; havia o “isto e aquilo”, e se precisar, “isto, aquilo e mais um pouco”.

Depois deste dia eu mudei totalmente. Digamos que “do nada”, comecei a expressar vontades que tinha desde a infância e não manifestava por medo: parar de comer carne, estudar a mente humana, largar o catolicismo (nada contra, mas pra mim não servia mais), estudar física quântica, ocultismo, espiritualidade, sociedades secretas, fazer consulta com o tarô, tratamentos com florais astrológicos, viajar, fazer mais cursos, etc.

Como dito acima, eu estudo imortalidade física. É, na verdade, a primeira coisa que martelava na minha cabeça desde a infância. Por que as pessoas morrem? De repente? Do nada? Deus é o Todo, o Criador… Por que faria isso? E pensei: Tem que ter algum autor que escreva sobre isso! Tem que ter!!

E descobri! Leonard Orr. Os livros dele me salvaram do meu estado depressivo da adolescência. O que me oprimia não era tanto o fato de eu ser nerd, antissocial, diabética, estranha… Eu não era gótica, mas só usava roupas pretas e cinza, e ficava: “Pra que ser feliz, fazer planos, isso se um dia vamos sucumbir?”. Era isso o que me deprimia. Ainda bem que percebi que não era assim.

No conceito imortalista proposto por Orr, ela fala sobre o método do yogui Babaji. Temos que nos purificar através dos 5 elementos para alcançar a maestria do corpo: Terra, Água, Fogo, Ar e Éter – no caso, nossos pensamentos. No retiro que fiz com ele Santa Catarina em 2015, aprendemos todas essas purificações, especialmente a do Ar, que era o Renascimento, resumidamente, uma técnica de respirações conectadas que nos permite vivenciar traumas, fobias, regredir a vidas passadas, etc.

No retiro, fazíamos as sessões com nossos colegas. Numa das minhas sessões, com minha colega de quarto, Lara, ela conduziu minha respiração. Eis que vi um ser, azul-esverdeado, dançando com a perna dobrada, e rindo, rindo, me dizendo: “Você não tem diabetes!”, e “ Você está curada!”.

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“Doce Eternidade”, Camila Lagoeiro, acrílica sobre tela, 60 x 80 cm. 
 Foi ele quem eu vi. Alguma semelhança com Shiva Nataraja? Antes disso, eu não  sabia nada sobre a manifestação Nataraja de Shiva.

Ele me falou também sobre várias outras coisas. Falou para eu não me preocupar com o fato de eu falar pouco e baixinho, porque, minha missão não era falar muito mesmo, nem gritar; mas sentir e espalhar doçura. E, quando eu aceitasse isso, minha voz chegaria a um tom normal. Ele continuava a rir, dançar, e falar que eu não tinha nada. No final da sessão, minha colega Lara me disse: Eu senti um ser aqui perto de mim que falava: “Ela tá curada” “Ela não tem diabetes”!!

Depois do retiro, pensei a mesma coisa que pensei em 2010: “Eu to curada naquele estado alfa, não aqui na Terra. Preciso me aperfeiçoar mais”.

Para minha surpresa, uma semana depois comecei a passar mal. Meu sistema gastro-intestinal não funcionava direito, comecei a inchar, a não digerir alimentos… E os médicos convencionais diziam: “Tá vendo como a alimentação vegana não funciona pra vc?”. “Você tem que voltar a comer carne!”.

E de novo: não que eu quisesse ser teimosa; eles queriam me salvar, é a missão e dádiva dos médicos! Mas eu SENTIA que não era assim. Senti, não com os hormônios, mas com o coração! Meu coração fervia e me dava agulhadas intuitivas!! Eu não devia voltar a comer carne, nem cozinhar todos os meus alimentos. Eu devia prosseguir com minhas metas.

E continuei passando mal, inchando, tendo dores de cabeça, indo a vários outros médicos. Até que um dia, exausta de toda essa situação, meu pai me disse: “Filha, tem um médico aqui que meu colega levou a filha dele e ela se recuperou, Por que você não tenta?”. E fui.

E, o que médico me disse?: “E se vc não tiver diabetes?” “E se a causa é outra? O glúten?”. Pouco antes disso, eu tinha feito um exame que constatou que eu tinha intolerância ao glúten. Eu fiquei pasma. Fiz vários outros exames, e constatou lá, agora mais acertadamente: doença celíaca. E pensei: “Putz, mais uma doença pra minha vida…”.

Mas daí, o médico me explicou de novo, dos sintomas, das causas mascaradas, dos genes e tals. Eu percebi que eu tinha os sintomas da doença celíaca desde criança. Ferritina baixa, dilatação do estômago, fermentação, eu tomava insulina certinho e a diabetes estava descontrolada… E o médico me disse: “Meu feeling é que eu vc nunca teve diabetes, mas a doença celíaca não diagnosticada antes.”

Eu não tive como discordar. Tudo se encaixava. Tudo!! Ele me apresentou todos os fatos e as contradições. Disse que para ter algo comprovado ali no papel, seria legal fazer um mapa genético nos EUA, pra ver o diagnóstico do defeito nos genes, mas que não era essencial. Pelo que ele disse, e com os sintomas que eu apresento, não é diabetes mesmo. Não é! Eu acrescentei a isso um dado da consulta no tarô. Por quê? Por que SENTI que precisava, e que o tarólogo era competente e de confiança: Apareceu lá que eu nasci com a doença celíaca. Claramente. “Mediunicamente”. Fato.

Eu tomei injeções de insulina, seis vezes ao dia, por 17 anos!! E agora descubro que tudo foi… Um erro? Ou uma grande lição. Mas, ao mesmo tempo, foi um alívio!! E uma vitória! Em 1999, não se falava muito em doença celíaca, e na época, os médicos e enfermeiros correram para me salvar. E me salvaram, com os métodos da época. E eu aceito isso. Foi necessário. Aprendi muito com toda essa situação.

O Dr. me disse que eu vou reverter a diabetes. Afinal, eu nunca a tive! Eu vou reverter, na verdade, o fato do meu pâncreas ter se acostumado com insulina farmacêutica. Meu organismo precisa se recuperar, e vai levar um tempinho. Mas vai sanar.

E, quando aqueles seres me disseram: “Você não tem diabetes”, “ Você está curada”,  agora eu entendo. Eu nunca tive diabetes. E, por isso mesmo, estou curada dela. Sinto-me grata por conseguir ir atrás do que vinha martelando na minha cabeça. E hoje, digo, com absoluta certeza: Vale muito a pena ser chamada de louca, de leviana, de tudo quanto é coisa, quando o que se SENTE é muito mais forte do que a opinião dos outros. Vale a pena!

E, pra encerrar, o famoso clichê: “Siga seu coração”. Siga sua intuição. Aprenda a trabalhar com ela. Sempre! A gente ouve muita coisa sobre a mente, o raciocínio, a lógica, mas, a intuição é pouco trabalhada. Ela nos dá poder, e o poder pessoal enfraquece alguns grandes ‘fazedores de dinheiro’. Siga seu coração. O coração é o que nos conecta com o Todo. E tudo dá certo quando se está conectado.

Namastê.

2 comentários sobre “Sobre Intuição e Questões que Martelam na Nossa Cabeça

  1. Camila…fico muito feliz por estar encontrando respostas para as suas dúvidas que, de alguma forma, impedem e travam os caminhos que você precisa trilhar. Minha humilde opinião, baseada na própria escola da vida e também adquirida através de muita observação e estudos como autodidata, é fundada no princípio de que o Universo tem que estar em perfeito equilíbrio e que, fazendo parte dele, não viemos aqui por mero acaso; cada ser, tudo o que pertence ao mundo animado e inanimado (isso engloba animais, vegetais, minerais, líquidos, etc), emite energia e está, portanto, interligado através desse campo invisível, porém amplo. As estrelas e os astros se alinham no céu, nosso planeta gira em torno dele mesmo e do Sol e temos noites e dias…tudo é divinamente perfeito e nossa passagem por aqui tem suma importância! Descobrir o sentido da vida é nossa missão e você está fazendo isso de maneira excelente Camila; seja através dos estudos, da contemplação e, principalmente, da arte! Siga em frente com seus projetos, busque cada vez mais a plenitude; você nunca irá morrer, porque estará presente em suas lindas obras e no coração de cada pessoa que cruzar o seu caminho e souber admirar e compartilhar sua doçura e essa riqueza e brilho da sua Alma!!!

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