Meu Primeiro Desenho Realista: Processo Intuitivo

Eu tinha 16 anos. Nunca tinha feito curso de desenho. Eu já desenhava e pintava por mim mesma. Minha primeira exposição grande ocorreu quando eu tinha 12 anos de idade, num concurso de desenho da CAASP, em SP. Fiquei em segundo lugar, e em primeiro no ano seguinte. Eu nunca tinha estudado artes. Mas a minha intuição e o amor pelas artes que eu tinha sempre foram muito fortes.

Na época em que resolvi desenhar realisticamente, a internet não era como hoje. Não havia redes sociais (apenas e-mail e ICQ), e a cultura não era muito difundida virtualmente. Na escola, íamos para museus, mas não éramos incentivados a frequentar galerias de arte. As referências artísticas que eu tinha eram em livros sobre os grandes mestres da pintura, as HQs, que eu colecionava e os jogos de videogame. Então, não havia referências mais próximas, de fato.

Num belo dia, do nada, eu acordei, e pensei comigo mesma: ”Dá pra fazer um desenho bem realista se eu tiver todas as cores. Dá sim!” Aí, falei pra minha mãe que eu iria à papelaria. Comprei uma caixa de lápis de cor de 48 cores. Peguei a foto de um ator teen da época que estava na revista (Capricho, eu acho), e a escolhi porque a imagem era grande, ocupando a página toda.

“Chad Michael Murray” | 20x30cm | Lápis de cor sobre papel | 2004

Então, com todos os lápis que eu precisava estando ali comigo, reproduzi os traços e as cores da foto para o papel. Não usei linhas guias, retas, medições, nada. E eu só curti o processo. Só isso. Em nenhum momento eu fiquei imaginando que poderia dar errado, ou me pressionando para ficar excelente. Apenas curti. Só com a emoção, porque a técnica eu não tinha (por isso têm uns descuidos de proporção em alguns pontos). Segui meu coração. E não parei mais. Continuei desenhando e desenho rostos realistas até hoje!

Estudar é ótimo, e recomendo. Mais tarde eu quis me aperfeiçoar; formei-me em Artes Visuais, e fiz alguns cursos. Mas, aprender mesmo, eu aprendi sozinha. Seguindo meu coração, adquirindo meu estilo próprio.

Acho muito importante obedecer à “voz que vem de dentro”. Se eu fosse mais segura durante minha adolescência, até teria feito o desenho antes. Mas, tudo no seu tempo. E ocorreu no momento certo, onde eu estava confiante, despreocupada, sem peso na mente. O conhecimento está dentro de nós. Basta ouvir. Sem peso. As trocas de conhecimentos são sempre um presente do Universo! Mas penso que o que vem de dentro, vem primeiro. E a intuição deve ser obedecida, sempre! Mesmo que te digam que é loucura. Lembre-se que o mundo gira. Dê atenção ao seu chamado interno!

Até!

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