Aquarela, Mudanças e Novos Movimentos

O ano começou! E me veio uma vontade de mudar algumas coisas. Vontade enorme! E, sabe, é só com mudanças que conseguimos resultados diferentes dos anteriores. Pois bem, pra essa sede de mudanças ser saciada, enfrentei meu maior ‘medo’ nas artes: a Aquarela! Olhem só o que que rolou.

A aquarela é uma ferramenta que eu usava muito pouco. Sua leveza e a fluidez sempre me seduziram. É um processo atóxico, de acordo com a maioria dos materiais, e essa modalidade tem algo interessante: os efeitos das aguadas é que são o diferencial. Mas eu sempre gostei de usar muita tinta, e, fazer diluição das cores e usar o branco do espaço do papel ao invés da tinta branca como focos de luz era muito diferente pra mim. :O

Mas… pra quê fugir? Bora enfrentar! Medo é energia parada, tem que movimentar!

“Fica Tranquila” | Aquarela | 20x30cm | 2018

A aquarela permite uns efeitos muito legais de borrões e transparências, porém, exige que estejamos atentos às misturas de cores que aparecerão conforme a pintura vai se estabelecendo. Isso porque, pelo fato de ser preciso usar mais água, é como se o artista não tivesse controle total do resultado da obra. A cor associada à água pode até tomar um curso ‘inesperado’.

Existe o método da aquarela “seca” e o da aquarela “úmida”. Na aquarela seca, como na pintura que fiz acima, o papel (é legal um especial, tipo um Canson 300g, pra segurar bem a água) é seco, não precisa ser previamente umedecido para receber as cores. E as camadas de tinta podem ser mais aguadas ou mais concentradas, mas, muitas vezes, será  necessário passar mais algumas demãos de cores. Quando a água evapora, a tonalidade fica mais clara. Na aquarela úmida, o papel deve ser umedecido antes de receber a tinta. Nesse caso é preciso muito cuidado, muita atenção na dosagem dos tons: a tinta no papel úmido se movimenta, segue um curso. Esse método é mais complexo. E mais elegante, na minha opinião.

Bom, enquanto eu preparava as tintas no godê, fiquei mentalizando frases, como: “está tudo bem”, “se errar não tem problema”, “dá pra pintar com aguadas sim”, “vai com calma”, “pouca água”, “comece pelos tons claros”, “deixa a natureza controlar”, “siga as regrinhas com coragem e deixe o coração completar a técnica”.

Ainda tenho que aperfeiçoar, mas a arte foi fluindo de um jeito, que acabei me encantando! Acalmando a ansiedade, tudo saiu como eu esperava. A arte começa por uma comunicação interna aliada a elementos externos, por isso, é válido trabalhar mente, corpo e espírito.

E então, que tal resolver o que estava adiando, ou voltar a fazer alguma coisa que gostava? Sair da rotina e do controle excessivo, e trabalhar as crenças limitantes que te impediam de fazer algo vai valer a pena. Concentre, relaxe, converse consigo e expanda! Deixe o movimento agir! Deixa fluir.

Até! ^^

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