Arquivos mensais: setembro 2016

Em Alguma Dimensão – Parte 1

01-25-09-2016

Detalhe de “Em Alguma Dimensão”
Camila Lagoeiro | 20x30cm | Óleo sobre tela | 2016

Hoje vou dividir algo que me veio à cabeça num dia normal. Inspiração, intuição, lembrança de vida passada ou sonho? Vou ocultar a definição. Aqui está o ‘material’:

Território celta.

Eu e meu povo vivíamos nessa região. Tínhamos a pele clara e com sardas, tingida de azul. Nossos cabelos eram castanhos claros arruivados. Éramos altos, algo em torno de 1,80m de altura ou mais. Meus cabelos eram bem longos, passavam do comprimento dos joelhos, assim como o da maioria das mulheres da tribo. Eram ondulados, moldados pela brisa fria do vento. Os homens tinham cabelos longos também, abaixo dos ombros, e longas barbas.

Éramos muitos, mas como uma única família. Vivíamos bastante.

O clima, sempre frio, pra nós era normal. O céu era lindo. Morávamos em frente a um lago com muitas plantas e árvores. A vegetação estava sempre florida e viva.

Meu povo gostava do bronze dourado. Fazíamos vários utensílios, joias e enfeites com esse material. Abusávamos dos desenhos de espirais. Gostávamos de tingir nosso corpo de azul e desenhar espirais e outras formas por nossa pele. Era tudo muito bonito! Tudo o que fazíamos era sagrado, e sempre agradecíamos nossos ‘irmãos de luz’ e toda a natureza por nossas capacidades.

O vento gelado passeava pelos meus cabelos, e intuitivamente eu fechava meus olhos verdes bronzeados para sentir aquela energia. Adorava a sensação. Eu era uma jovem mulher, adulta, mas que agia como menina. Minha criança interior era muito aflorada. Sempre me encantava com nossa Terra. Como era linda! E passeava sozinha por aquela natureza europeia.

Eu mantinha muito contato com o “povo azul das estrelas”. Várias pessoas da tribo tinham contato com diferentes seres vindos das estrelas também. Era natural. Davam-me instruções sobre como manter a positividade na região, e deixar de lado a noção de tempo, estando focada no presente. E assim eu vivia. Eu sorria pra tudo e pra todos.

Meu povo respeitava muito a natureza: “É nossa mãe e irmã”, dizíamos. Todos os seres da natureza são nossos irmãos, desde as formiguinhas, as folhas dos arbustos, até os leões e os elefantes. Eu falava também com os elementais. Alguns deles até se pareciam comigo. As mini mulheres que viviam nas flores, os mini homens que habitavam as árvores… Eram criaturas muito boas.

Mas o meu contato maior era com o “povo azul das estrelas”. Eles vinham em três, quando eu estava passeando pelos bosques da nossa região: uma feminina e dois masculinos. Não eram exatamente de carne e osso como nós, eram mais… transparentes. O meu melhor amigo dentre os três azuis era o de pele levemente esverdeada. Era como se fosse um irmão mais velho. Os três azuis e eu ficávamos por horas e horas conversando, como grandes melhores amigos. E cantávamos, dançávamos e tocávamos harpa e flauta ao redor da fogueira, só nós quatro. Às vezes minha irmãzinha aparecia também, e ficava com a gente, aplaudindo, dançando e sorrindo sem parar.

O azul esverdeado me falava pra eu tomar cuidado com alguma possível guerra na nossa região, e pra eu exercitar o sentido da desconfiança e a paciência com os menos evoluídos. Eu o ouvia atentamente, mas não acreditava muito: era impossível acontecer algo ruim ali. Além disso, meu povo todo era bem instruído: todos tinham o conhecimento das ciências, das artes e da magia.

Na aldeia, os mais velhos contavam a história das guerras e da energia estranha dos povos “densos”: esses densos não acreditavam em magia e nem em mundo espiritual. Eles tinham a ideia da dualidade muito definida, algo que a gente nem conseguia imaginar direito. A gente sabia o que era a dualidade, mas, não era algo que fazia parte de nós: sabíamos o que o significado de ser bom e de ser mal, mas não saberíamos ser maus, e talvez nem soubéssemos reconhecer a maldade em alguém. Se viver entre os extremos é equilíbrio, o que dá pra dizer é que éramos bem “desequilibrados”, pois, vibrávamos apenas no extremo do amor.

…continua

Influências Externas

01-18-09-2016

'Satânia' | Camila Lagoeiro | Lápis de cor sobre papel | 20x30cm |2006

Essa semana eu estava pensando no quanto eu era diferente antes de mudar meu estilo de vida. Eu tentava me encaixar nas normas impostas pela sociedade, e passei por momentos difíceis, por não me adequar. E sei que muita gente passou e passa por isso também. Hoje eu entendo o porquê disso tudo, e agradeço imensamente por ter tido essa clareza, e por ter encontrado amigos assim também. Eu “tomei a pílula vermelha”. Vi o poder das influências externas na nossa vida. E falo agora um pouco sobre essas influências que a gente acaba sofrendo no nosso dia-a-dia, sem perceber, coisas que às vezes a gente nem imagina. Vamos aos exemplos.

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Fluidez

Sem Título_20x30cm_acrilica-sobre-papel_2009

Sem título | Camila Lagoeiro | Acrílica sobre papel | 20x30cm | 2009

A rigidez é necessária. É necessária para nosso aprendizado. É a energia da Terra, que nos prende a este solo, e nos dá a capacidade e a inspiração para usufruirmos de nossa existência material da melhor maneira possível. É a idéia de ser ‘pé no chão’. Organizar-se, gerir, impor-se, ser centrado e racional.

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