Arquivos da categoria: Um pouco mais de arte

Desenho e pintura com… canetinhas! – Parte 2

01_14-06-2015

E cá estou eu novamente fazendo arte com as canetinhas! Sabe, olhando assim pra elas, a gente não dá nada… mas é incrível como estes instrumentos são capazes de fazer muitas coisas!

Eu comprei um cavalete novo na semana passada. Fiquei olhando para aquela superfície lisa e clarinha da madeira, e senti que faltava alguma coisa. Então, decidi personalizá-lo! Mas, como eu queria fazer isso de uma forma mais rápida e prática, optei pelas canetinhas. Mas, não são quaisquer canetinhas: são os marcadores Maxx Grafoo!

Continue reading

Maquiagem – Arte Milenar Sagrada!

2015-03_01

Elisabeth Taylor, “Cleopatra” (1963)

Utilizada vastamente em todos os cantos do mundo, a maquiagem é uma prática de caracterização que visa o embelezamento e o realce das características faciais das pessoas. Apesar de parecer algo fútil para alguns, é uma arte! Há, por exemplo, maneiras corretas de se fazer contornos nos olhos, correção de imperfeições, sombreamentos, iluminação… e até mudar a personalidade e a energia da pessoa. Sim, é uma arte! E engana-se quem pensa que a maquiagem é uma prática recente.

Continue reading

Cor de Lápis!

Continuando o assunto sobre lápis, hoje é dia dos lápis de cor!

A origem deles é uma pouco incerta, mas, tudo indica que na Grécia já se usava uma espécie de giz de cera em cores. E o que a cera tem a ver com os lápis? Bom, diferentemente dos lápis grafite, o interior dos lápis coloridos é preenchido por minas de cera, barro, goma e pigmentos. A Faber-Castell e a Caran D’Ache começaram a manufaturar lápis de cor em 1924, seguidas pela Prismacolor em 1938. Depois vieram Derwent, Progresso, Lyra Rembrandt, Blick Studio e Staedtler.

Hoje, existem várias marcas e modelos de lápis de cor, desde os mais simples até os mais sofisticados, chegando até a ter mais de uma cor em uma mesma mina. Vou mostrar alguns que uso:

FOTO-O1-MARCA

Esses são os lápis de cor da Faber-Castell. Fazem parte da caixa de 48 cores, e são voltados para uso escolar. Entretanto, no uso profissional dá muito certo. A caixa de 48 cores tem muitas variações do mesmo tom, o que é ótimo. Olha quantos azuis, quantos verdes, quantos roxos, que por sua vez se transformam em violetas, que caem nos tons de vinho! Eu uso bastante, e adoro!! Fiz esse desenho aqui com eles:

DESENHO-01__'Leu00E3o'_30x40cm_lapis-de-cor-sobre-papel_2006-MARCA

Quando se desenha com esses lápis, dá pra perceber sua dureza. A mina é bem rígida em comparação aos lápis profissionais, mas, como eu disse, funcionam muito bem!!

Esses aqui são os lápis metálicos. E não tem só o dourado e o prata, há muitas variações de cores. Funcionam muito melhor em folhas de fundo escuro, pois, as cores aparecem mais.

FOTO-O2-MARCA

O Polychromos é um lápis profissional de altíssima qualidade. A mina é super macia, com cerca 4 mm de diâmetro. Tem uma ótima resistência à luz, e a Faber-Castell reforça que, trabalhos feitas com estes lápis dura mais de 100 anos. Na minha opinião, é excelente!!!!

FOTO-03-MARCA

O Albrecht Dürer é muito parecido com o Polychromos. Tem a mesma maciez, mesma qualidade, mesmo diâmetro e também dura mais de 100 anos. A diferença é que tem função aquarelável. Igualmente sensacional!

FOTO-04_MARCA

O preço deles é um pouco mais elevado em comparação aos lápis de cor tradicionais, mas valem muito a pena. Eu uso o Dürer e o Polychromos misturado a outros lápis, como aqui nesse trabalho:

DESENHO-02__'Sublimado'_20x30cm_lau00EDs-de-cor-sobre-papel_2013-MARCA

Ainda na Faber-Castell, esses aqui são o Art Grip. Eles têm o formato triangular, de modo a estabelecer controle e firmeza no manuseio dos lápis, sendo reforçados por umas bolinhas antideslizantes. Tem a versão aquarelável também:

FOTO-05-MARCA

Esses eu uso pra fazer esboços, pois a pigmentação é muito suave. A mina é um pouco mais seca também:

DESENHO-03-MARCA

E a agora, os lápis aquareláveis. São muito macios, por serem produzidos com a finalidade de se transformarem em aquarela no papel. As cores são bastante intensas, e vem com um pincel junto! É uma ótima alternativa pra quem não pode investir muito em lápis profissionais, funciona como um ótimo substituto! Eu uso muito!!

FOTO-06_MARCA

Segue um dos meus desenhos com lápis aquarelável:

DESENHO-04__'15anos'-30x40cm-aquarelavel-2007-MARCA

E agora, outros lápis sensacionais: Magic, da Koh-I-Noor:

FOTO-07_MARCA FOTO-07B-MARCA

São lápis compostos por minas multicoloridas!!! Dão um efeito muito legal!!! Tem os que possuem cores diferentes na mesma mina, cores análogas e até cores fluorescentes! Olha esses esboços que fiz:

DESENHO-05_MARCA

A vantagem é que, pra se fazer uma sombra num azul, por exemplo, é só mudar o ângulo do lápis enquanto se desenha, atingindo o roxo. Muito prático! Pode ser usado tanto por iniciantes quanto profissionais!

Cores são tudo de bom! E ainda há mais estilos de lápis disponíveis no mercado! Com tantas opções de materiais, que tal rascunhar alguma coisa? As cores têm poder e funções específicas (aqui eu escrevi sobre cores e espiritualidade, colocando seus significados: http://www.lagoeiro.com.br/blog/?p=159).
Qualquer tipo de desenho com lápis de cor são uma ótima opção para se elevar o astral! Experimente!

O Lápis Grafite

esboco_MARCA

Volte e meia, quando pegamos um lápis às pressas pra anotar alguma coisa enquanto falamos no telefone, ou alguma coisa importante que acontece numa determinada situação, nem passa pela nossa cabeça a tradição dessa ferramenta. Pois é, o lápis é um instrumento milenar! E, além disso, é um assunto que eu gosto bastante! Hoje, aqui nesse post, apresentarei um pouco da origem dos lápis grafite, bem como as minhas ferramentas e alguns trabalhos que desenvolvi com elas, os quais trato com muito carinho. Sejam bem vindos a este universo!

A origem do lápis, de tão antiga, não é tão clara assim pra nós, mas há alguns fatos importantes que foram capazes de definir sua evolução. Nas pinturas rupestres, lá na era dos hominídeos, há indícios que os seres humanos utilizavam varas queimadas para compor seus desenhos no interior das cavernas.

Os gregos, há mais ou menos 1800 anos atrás, perceberam que finos estiletes de metal produziam o efeito de riscar superfícies. Esse metal era o chumbo, que passou a ser vastamente utilizado, inclusive no stylus. O stylus é o ente mais antigo da família do lápis. Desenvolvido em Roma, inicialmente, era um filamento de madeira, marfim, cana ou bronze, onde os romanos usavam-no em tábuas de argila, escrevendo em forma de gravação. Com fuligem dissolvida em água, criaram uma tinta preta, e passaram a usar o stylus molhando-o tinta. Só mais tarde é que veio o stylus de chumbo que, por si só já emitia a cor escura, sem a necessidade de tinta ou gravação. Com a evolução deste instrumento, ele passou a ser revestido, normalmente, por madeira, de modo a não sujar as mãos de quem fosse escrever.

Continue reading

Desenho e pintura com… canetinhas!

Crianças adoram desenhar e pintar! E um dos materiais que elas mais gostam de usar são as canetas hidrocor, carinhosamente conhecidas como “canetinhas”. Por serem à base d’água, as canetinhas são instrumentos de resultado fluido, e possuem cores muito vivas e intensas. As de linha escolar costumam ter o corpo mais volumoso, de modo a não prejudicar e facilitar a coordenação motora da criança, que ainda está em fase de formação. Assim, têm-se mais segurança e conforto nos traços dos pequenos.

Hoje em dia, as canetinhas alcançaram uma evolução considerável em sua qualidade: travas mais firmes nas tampinhas, maior absorção – permitindo um traço mais contínuo -, e o tempo de secagem no papel, mais rápido em comparação às de antigamente. Lá nos anos 90, quando uma canetinha ficava destampada, não demorava muito pra ela secar e ser forçada a se reanimar com uns pinguinhos d’água no reservatório. Hoje, já não estão mais assim: a maioria vem adaptada pra não ter a vida útil diminuída pela secagem.

Mas aí vem um ponto importante: quem disse que canetinhas foram feitas só pra crianças?? Hein?

Pois é, há uns dias atrás, minha irmã meu deu de presente um conjunto de canetinhas com 12 cores. Adorei! Fiquei encantada ao ver aquele set ali com cores novinhas!!!! A última vez que desenhei com canetinhas foi na infância, e me dei conta de que agora me acostumei com a dureza dos lápis e a leveza dos pincéis carregados de tintas. Aí pensei: como será essa experiência de usar um material tão diferente do que eu estou acostumada??

Não resisti, e já resolvi testar! Não sabia no que ia dar, mas sabia que alguma coisa no meu estilo eu faria, e que seria muito divertido! Estou usando o conjunto de canetinhas da linha infantil da Compactor:

Elas são simples, e tem o perfil próprio para o uso das crianças: o corpo é mais espesso, e a ponta é grossa, com um acabamento bem firme e afunilado, tipo as ogivas da arquitetura gótica. O design delas é básico, dando um ar de simplicidade, e ao mesmo tempo de objetividade. São bem direcionadas às crianças mesmo, que estão aprendendo a escrever e querem variar os materiais: uma alternativa para se fugir um pouco da solidez do lápis. A tampinha se fixa à caneta de forma segura na hora de fechá-las, e são atóxicas. Dá pra fazer bastante coisa!! Estou aqui experimentando, olha só:

O que eu achei interessante também, é que a Compactor é uma empresa brasileira. Além disso, ela preza pelo meio ambiente, sendo vinculada a projetos de manutenção da Mãe Natureza!

Canetinhas são práticas: o uso delas não necessita do ritual de refazer a palheta, lavar pincéis, etc; está tudo pronto. O desafiador, no meu caso, é que não dá pra voltar atrás: não tenho canetinha de correção! Errou, transforma! Rsrsrs… É um ponto interessante pra se desenvolver a autoconfiança através do desenho.

Bom, eu estou gostando bastante da experiência de voltar a brincar com as hidrocores, e estou feliz com o que estou conseguindo produzir até agora! Ainda vou me especializar, rsrssrs. 😉

Testando esse material, fiquei refletindo sobre a vida: podemos fazer tudo o que quisermos, em qualquer situação, em qualquer ocasião, com o material que estiver disponível às nossas mãos. Quando se tem objetivo traçado na mente – parcialmente traçado, tipo um rascunho, sem ansiedade – e esse objetivo começa a ser arquitetado de forma positiva, ele se concretiza, sejam quais forem as ferramentas! O Universo sempre conspira à favor quando se trabalha com um coração sorridente, e ainda “dá a arte final ao nosso rascunho”!

Então, que tal começar a traçar objetivos de modo alegre, vivo, inacabado e positivo?! As canetinhas estão aí ! Mãos à obra!